A homogeneização de amostras é uma das etapas mais onipresentes no laboratório, mas frequentemente é a menos compreendida. Na Biosystems, consolidada no mercado de instrumentação desde 1990, identificamos que escolher entre um movimento orbital ou recíproca não é apenas uma questão de preferência, mas de física aplicada ao fluido e ao recipiente utilizado. Errar nessa escolha pode resultar em misturas incompletas, quebra de células sensíveis ou transbordamentos.

Agitação Orbital: O Poder do Vórtice

O movimento orbital descreve uma trajetória circular contínua. É a escolha padrão para a maioria das aplicações de biologia molecular e microbiologia. O segredo da eficiência aqui reside no diâmetro da órbita:

  • Órbita de 3mm (Alta Frequência): Ideal para microplacas (96/384 poços). Devido ao pequeno diâmetro, ela consegue gerar um vórtice dentro do poço sem que o líquido atinja a vedação da placa.
  • Órbitas Maiores (10mm a 20mm): Utilizadas para frascos maiores, como Erlenmeyers, onde é necessário um deslocamento maior do fluido para garantir a aeração em cultivos celulares.

Agitação Recíproca: Força de Cisalhamento Linear

Diferente do círculo, o movimento recíproco é linear (vai e vem). Este tipo de agitação é indispensável para processos de extração química e separação em funis de decantação. Enquanto a agitação orbital "gira" o líquido, a recíproca cria um impacto nas extremidades do recipiente, gerando uma força de cisalhamento que separa fases imiscíveis com muito mais eficácia.

Quando a Agitação não é Suficiente: O Alto Cisalhamento

Embora os agitadores orbitais e recíprocos atendam à maioria das misturas líquidas, amostras que exigem a redução drástica de partículas ou a criação de emulsões ultraestáveis necessitam de uma tecnologia superior. Em casos de trituração de tecidos ou dispersão de sólidos complexos, a solução reside na tecnologia de homogeneização rotor-estator.

Este método utiliza velocidades de até 29.000 RPM para gerar um cisalhamento mecânico intenso, garantindo resultados que a agitação convencional não consegue alcançar. Entender essa transição é vital para a integridade dos dados finais do seu laboratório.

A Tecnologia Brushless: Durabilidade e Pureza

Independente do movimento, a motorização é o coração do equipamento. A adoção de motores DC sem escovas (Brushless) resolve dois problemas críticos: o desgaste mecânico (manutenção reduzida) e a contaminação por poeira de carvão. Em ambientes de sala limpa ou incubadoras, o motor brushless garante que nenhuma partícula externa interfira na pureza das amostras.

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